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	<title>Zona J &#187; spring</title>
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	<description>Zona Java - Um blog português sobre java.</description>
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		<title>JavaOne &#8211; dia 2 em grande</title>
		<link>http://www.zonaj.org/2008/05/08/javaone-dia-2-em-grande/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 May 2008 08:13:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ruben Badaró</dc:creator>
				<category><![CDATA[dwr]]></category>
		<category><![CDATA[eclipse]]></category>
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		<description><![CDATA[O dia dois do JavaOne foi na sua generalidade melhor que o primeiro dia. Ultrapassada a desorientação inicial própria de quem está na primeira vez num evento com mais de 15.000 pessoas todas em filas de um lado para o outro, relaxei mais neste dia e aproveitei as apresentações a que fui.
Todos os dias a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O dia dois do JavaOne foi na sua generalidade melhor que o primeiro dia. Ultrapassada a desorientação inicial própria de quem está na primeira vez num evento com mais de 15.000 pessoas todas em filas de um lado para o outro, relaxei mais neste dia e aproveitei as apresentações a que fui.</p>
<p>Todos os dias a primeira sessão do dia no JavaOne é uma General Session e começa às 8h30 da manhã. Tendo em conta que normalmente são vendor talks (Oracle, AMD, etc.) ficou oficialmente decidido que essa hora será sempre gasta na noite anterior no consumo de cerveja.</p>
<h3>The Script Bowl: A Rapid-Fire Comparison of Scripting Languages</h3>
<p>O dia começou com um painel muito muito interessante sobre linguagens de scripting ou, como prefiro chamá-las genericamente, dinâmicas. O painel consistiu de 4 linguagens (Groovy, JRuby, Jython e Scala) cada uma com um seu defensor a quem cabia o papel de defender a sua linguagem preferida em 3 rounds. Os defensores eram os seguintes:</p>
<ul>
<li><a href="http://glaforge.free.fr/weblog/">Guillaume Laforge</a> pelo Groovy</li>
<li><a href="http://headius.blogspot.com/">Charles Nutter</a> pelo JRuby</li>
<li><a href="http://fwierzbicki.blogspot.com/">Frank Wierzbicki</a> pelo Jython</li>
<li>Jorge Ortiz pelo Scala</li>
</ul>
<p>A sessão consistiu em 3 rounds, em que o público podia votar por sms em tempo real. Os rounds eram os seguintes:</p>
<ol>
<li>Criar uma aplicação cliente de twitter (applet)</li>
<p>Aqui tanto a aplicação em groovy como em jruby destacaram-se pelo aspecto gráfico polido. A solução em jython foi bastante básica e em cima do joelho e a de Scala mostrou muito bem como usar closures para tratar de eventos e deixou uma impressão muito boa.</p>
<li>Criar uma aplicação web que gerisse países e cidades, com integração com mapa</li>
<p>Aqui o groovy dominou totalmente com o Grails. Além de o código ser muito mais perceptível do que o de jruby com o rails, usou uma tag custom para a integração do mapa que deixou a audiência com os olhos a brilhar. A solução do jython foi com django e limitou-se a demonstrar a geração automática da secção de admin sem grandes costumizações, nem mesmo com o mapa. O moço do Scala deitou tudo a perder não tendo implementado a aplicação web porque perdeu muito tempo na applet &#8211; e ele é um dos core developers do Lift, uma web framework escrita em Scala!. Aproveitou para demonstrar as funcionalidades de comet / reverse ajax / data push de uma forma simples.</p>
<li>O último round foi um vale tudo &#8211; basicamente pediram para mostrarem e defenderem o que a linguagem deles </li>
<p>fazia melhor que as outras.<br />
O defensor do Groovy optou por defender a integração com Java; o Charles Nutter mostrou uma aplicação muito interessante em que uma aplicação de visualização respondia ao som e pitch da voz dele; o do jython não me lembro realmente do que disse; o do Scala defendeu a forma como o Scala trata da questão de concorrência com os actors.
</ol>
<p>Foi uma sessão com um ambiente descontraído, com demonstrações giras. A idea com que fiquei foi muito favorável para o Groovy/Grails e para o Scala, para coisas mais server-side.<br />
Na votaçao do público, o JRuby recebeu os votos dos seus fãs e ficou em primeiro, seguido do Groovy, Scala e Jython em último.</p>
<h3>Improving Application Performance with Monitoring and Profiling Tools</h3>
<p>De seguida fui para uma apresentação que foca no meu outro tema de preferência além da área web: performance/concorrênca. Falou-se de ferramentas de CPU, de memória e de uso genérico.<br />
Esta apresentação consistiu numa apresentação de uma enormidade de aplicações que se podem usar para monitorizar e fazer profiling de aplicações java. Foram elas:</p>
<ul>
<li>DTrace</li>
<p>O <a href="http://www.sun.com/bigadmin/content/dtrace/">DTrace</a> é interessantíssimo e já tinha lido alguma coisas sobre o mesmo, especialmente do pessoal dos Macs. E aí reside a sua principal limitação: apenas está disponível em Solaris e OS X no JDK 6 e eu não conheço nenhum sistema de produção que tenha esta configuração.<br />
Permite obter informações muito importantes como seja a contenção de locks, o tempo de garbage collecting ou os tempos de invocaçao por método. Tudo isto é obtido de forma live, em que se faz attach ao processo java que está a correr e se retiram os dados enquanto ele executa.<br />
No entanto, DTrace é relativamente complexo pois implica a criação de scripts próprios (chamados DScripts). Foram indicadas duas ferramentas auxiliares: <a href="http://opensolaris.org/os/project/dtrace-chime/">Chime</a> para formatar o output e D-Light, que é um UI para criar DScripts facilmente.</p>
<li>Sun Studio Collector/Analyser</li>
<p>Ao contrário do DTrace, o <a href="http://developers.sun.com/sunstudio/overview/topics/analyzer_index.html">Collector</a> não faz attach a um processo e funciona por sampling. Ou seja, temos de correr um processo num outro ambiente, que vai recolher dados para analisar e depois para o processor e usar o Sun Studio. Está disponível tanto em Solaris como em Linux.<br />
Serve como substituto do DTrace para quando não se usa Solaris ou OS X.</p>
<li>JPS, JInfo e JStack</li>
<p>Estas aplicações são bastante simples e disponível nas versões 1.4.2+. O <a href="http://java.sun.com/j2se/1.5.0/docs/tooldocs/share/jps.html">JPS</a> permite listar process IDs de aplicaçoes java a correr; o <a href="http://java.sun.com/j2se/1.5.0/docs/tooldocs/share/jinfo.html">JInfo</a> permite ver informações como propriedades de sistema, flags da VM e inclusivamente mudar as flags da VM (Permite-nos retirar estas informações a partir de um core dump); <a href="http://java.sun.com/j2se/1.5.0/docs/tooldocs/share/jstack.html">JStack</a> permite-nos gerar stack traces de forma simples e é bastante útil para identificar deadlocks.</p>
<li>BTrace</li>
<p>O <a href="https://btrace.dev.java.net/">BTrace</a> não é bem uma aplicação mas mais uma framework. Permite-nos criar os nossos proprios scripts, que tiram partido de anotações, para obtermos as informações desejadas através de bytecode intrumentalization. Está disponível apenas na versão JDK 6 e em Solaris, Linux e OS X.</p>
<li>GCHisto</li>
<p>Esta <a href="https://gchisto.dev.java.net/">pequena aplicação</a> permite-nos detectar o comportamento do garbage collector visualmente. Requer que a aplicação seja executada com as flags -XX:+PrintGCTimeStamps e -XX+PrintGCDetails pois desenha os histogramas baseado nos logs do GC.</p>
<li>JMap</li>
<p>Esta <a href="http://java.sun.com/j2se/1.5.0/docs/tooldocs/share/jmap.html">aplicação</a> permite listar os objectos existentes na heap. Disponível na versão 1.4.2+ mas apenas em Solaris.</p>
<li>JHat</li>
<p>O <a href="http://java.sun.com/javase/6/docs/technotes/tools/share/jhat.html">JHat</a> permite, a partir de um binary heap file (que pode ser criado com o JMap), pesquisar por objectos na heap. Para tal, usa algo a que chamam OQL (Object Query Language), que não é mais que Javascipt com uns objectos especiais para pesquisar na heap. Está disponível a partir da versão 6 do JDK, sendo que para versões anteriores o projecto chamava-se simplesmente <a href="https://hat.dev.java.net/">Hat</a>.</p>
<li>JConsole</li>
<p>A <a href="http://java.sun.com/developer/technicalArticles/J2SE/jconsole.html">JConsole</a> era a única aplicação que eu conhecia de todas as que foram faladas. Disponível desde a versão 1.4.2, permite consultar dados sobre memória, threads, MBeans e outras informações a partir de uma simples applet.</p>
<li>Netbeans Profiling Tools</li>
<p>Incluído com o IDE Netbeans, vem este <a href="http://profiler.netbeans.org/">pacote de profiling tools</a> que usa o motor <a href="http://research.sun.com/projects/jfluid/index.html">JFluid</a> para retirar dados de CPU, memória e threads. A integração com o IDE pareceu interessante embora não tenha sido demonstrada, mas pode-se marcar pontos de profiling como se se marcassem breakpoints directamente no IDE. Certamente a testar, com este hype todo à volta do Netbeans.</p>
<li>VisualVM</li>
<p>O produto <a href="https://visualvm.dev.java.net/">VisualVM</a> foi o culminar da apresentação, o ponto a que eles queriam chegar. Inclui funcionalidades do JPS, JInfo, JStack, Jconsole e JStat. Além disso é extensível com plugins para o Btrace, GCHisto ou mesmo Glassfish ou Terracotta.
</ul>
<h3>Java Persistense API 2.0</h3>
<p>A sessão sobre JPA foi definitivamente a mais fraca dos dois dias até agora. Foi um debitar das alterações existentes na especificação do <a href="http://jcp.org/en/jsr/detail?id=317">JSR 317</a> pela spec leader e muito pouco pedagógica. As pessoas ficaram com sono e não captei realmente nada assim de importante além da ideia que se está a complicar um bocado a coisas. Coisas como o Doctrine para php têm implementações bem fáceis de entender para os mesmos problemas, ou então a sessão conseguiu complica o simples.<br />
O que valeu foi ter podido falar um pouco com o <a href="http://weblogs.java.net/blog/mister__m/">Michael Santos</a> que além de Java Champion, é co-lead do <a href="http://jcp.org/en/jsr/detail?id=310">JSR 310</a> (Date &#038; Time API). Tive a oportunidade de ele referir as relações deste JSR como o de JPA, bem como o do J2EE 6 (<a href="http://jcp.org/en/jsr/detail?id=316">JSR 316</a>)que deverá também usar o JSR 310. Foi uma boa companhia para a sessão.</p>
<h3>Transactional Memory in Java Technology-Based Systems</h3>
<p>Esta foi provavelmente a sessão mais trabalhosa do JavaOne até ao momento. Foi apresentada por dois membros da Intel e um deles tinha um sotaque completamente russo o que tornou quase impossível perceber metade da apresentação. Foi no entanto bastante divertido pois sempre que ele falava saia 5% da sala.<br />
A apresentação em si focou-se nos pontos de atomicidade que já tinha visto ontem nas apresentações de Fortress e do Brian Goetz. Falou-se memória transaccional por software (STM) e também por hardware (HTM), que desconhecia por completo. Dentro da STM, focaram o <a href="http://blogs.intel.com/research/2007/08/terascaleitj.php">McRT</a> que é o Multi-core runtime da intel que oferece funcionalidades de memória transaccional por software. Por enquanto apenas está disponível em C++, mas prometeram a versão para Java num dia de são nunca à tarde.</p>
<h3>JSR 303: From a World of Constraints to Constrain the World</h3>
<p>Sessão bastante interessante apresentado pelo leader do <a href="http://jcp.org/en/jsr/detail?id=303">JSR 303</a>, funcionário da JBoss. Falou-se sobre como e onde definir constraints no nosso modelo de domínio de forma a que seja independente de camada &#8211; uma validação deve ser homogénea desde a apresentação à base de dados.<br />
O que esta especificação permite é a especificação de constraints de validação sobre beans/pojos de diversos tipos &#8211; simples e built-in, custom made, com dependências entre campos, etc. &#8211; e que fornece uma forma de cada camada poder executar as validações. Não define como essas camadas tratam o resultado das validações, portanto é bastante genérico, tem apoio de todos os quadrantes da indústria e rapidamente se vai tornar standard.<br />
Além disso o speaker foi bastante acessível e simpático.</p>
<h3>Comet: The Rise of Highly Interactive Web Sites</h3>
<p>Eu já há bastante tempo que sei o que é Comet, o conceito é bastante simples: permitir que uma acção num cliente (tipicamente página web) seja reflectido em todos os clientes que estão na mesma vista sem que estes tenham que fazer nada. Mas não tinha a noção das diferentes aproximações do problema.<br />
Esta sessão foi apresentada pelo <a href="http://getahead.org/blog/joe/">Joe Walker</a> do <a href="http://getahead.org">DWR</a>, que explicou como o DWR usa o comet para fazer push de dados para o cliente; e pelo <a href="http://alex.dojotoolkit.org/">Alex Russell</a>, o homem do <a href="http://www.dojotoolkit.org/">Dojo Toolkit</a> e do <a href="http://cometd.com/">Cometd</a>. Falaram de duas aproximações distintas: enquanto o DWR tem o Comet embutido e o push de dados para o cliente faz parte da lógica de apresentação da aplicação; o cometd é como que um servidor proxy, muito útil para aplicações já existentes pois os clientes ligam-se é ao servidor Cometd para receberem os updates.<br />
Foi uma apresentação muito esclarecedora de duas pessoas que demonstraram serem mesmo os speakers ideais para o assunto.</p>
<h3>Real World, Not Hello World: GWT Development for Java™ Technology Shops</h3>
<p>Tinha planeado ir ver uma apresentação sobre JRuby pelo <a href="http://ola-bini.blogspot.com/">Ola Bini</a> mas acabei por ficar na mesma sala para a apresentação seguinte. Por um lado, fiquei com menos entusiasmo pela as apresentações jruby depois do script bowl; por outro, conheci o <a href="http://weblogs.java.net/blog/alegomes/">Alexandre Gomes</a> no jantar dos JUG Leaders e fiquei também para o ver a palestrar.<br />
Esta apresentação foi tripartida: o Alexandre falou sobre GWT, um membro da equipa do IceFaces falou sobre o Comet deles e o líder do <a href="https://grizzly.dev.java.net/">project Grizzly</a> falou sobre o projecto em si e a integração com GWT.<br />
Eu pessoalmente continuo a não estar totalmente convencido com a solução GWT mas estou a dar a oportunidade de ser surpreendido. O modelo de desenvolvimento à lá Swing com definição de layout e widgets no código java não me cai bem.<br />
De qualquer modo, gostei bastante da apresentação do Alexandre e dos colegas dele.</p>
<p>No fim do dia, decidi ir até à festa de Eclipse onde supostamente havia cerveja gratis mas nada disso. Pelo caminho conhecemos um texano muito simpático que nos acompanhou numas cervejas e que pensava que Portugal era na América do Sul. Simpáticamente explicámos onde ficava no mapa o que mesmo assim não impediu que ele ficasse realmente envergonhado com a bacorada. Mas foi uma conversa excelente mesmo no que toca a empreendorismo.<br />
O interessante da festa da eclipse foram na realidade 2 outros factos: em primeiro lugar, o director de marketing da Jetbrains, criadores do IntelliJ IDEA estava por lá, esse mesmo que oferece as licensas de IntelliJ que podemos distribuir nos eventos do nosso PT.JUG; também por lá estava o <a href="http://blog.springsource.com/main/author/rodj/">Rod Johnson</a>, criador do Spring a assinar autógrafos e com raparigas giras à volta à procura de festa: é mais uma razão para participar em projectos open-source.</p>
<p>E assim foi, mais um dia cansativo mas a tentar aproveitar ao máximo a experiência do JavaOne.</p>
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		<title>Meta-Frameworks Java</title>
		<link>http://www.zonaj.org/2008/03/13/meta-frameworks-java/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 12:11:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ruben Badaró</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Afinal o que é, genericamente, uma Meta-Framework, ou melhor, um Meta-&#8221;Qualquer coisa&#8221;?
A palavra &#8220;meta&#8221;, para o efeito desta fantástica anologia, pode ser definida pela seguinte rigorosa proposição/teorema/axioma/lema/etc:
Meta-"Qualquer coisa" é ("Qualquer coisa")2
Ou seja, 
Meta-"Qualquer coisa" é "Qualquer coisa sobre "Qualquer coisa""
Assim, podemos ter coisas como Meta-dados (Dados sobre dados), Meta-Teoremas, Meta-Matemática e Meta-Frameworks.
Temos, portanto, uma Framework [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Afinal o que é, genericamente, uma Meta-Framework, ou melhor, um Meta-&#8221;Qualquer coisa&#8221;?<br />
A palavra &#8220;meta&#8221;, para o efeito desta fantástica anologia, pode ser definida pela seguinte rigorosa proposição/teorema/axioma/lema/etc:</p>
<pre>Meta-"Qualquer coisa" é ("Qualquer coisa")<sup>2</sup></pre>
<p>Ou seja, </p>
<pre>Meta-"Qualquer coisa" é "Qualquer coisa sobre "Qualquer coisa""</pre>
<p>Assim, podemos ter coisas como Meta-dados (Dados sobre dados), Meta-Teoremas, Meta-Matemática e Meta-Frameworks.</p>
<p>Temos, portanto, uma Framework sobre Framework(s). Mais precisamente, o sentido dado é de uma framework agregadora de outras frameworks, ao invés de um framework que descreve outras frameworks, algo que o prefixo meta poderia sugerir. </p>
<p>Epistemologia à parte, de que raio é que estou aqui a falar?</p>
<p>Estou a falar de agregadores de frameworks, neste caso em java, que conjugam um conjunto de frameworks base, ligando as diversas peças, e facilitando o uso por parte do utilizador. Desta forma os diversos componentes estão agregados de uma forma minimamente provada ou testada e o tempo de configuração do projecto é incrivelmente reduzido. Podem inclusivé servir como objecto de estudo para observar boas práticas.<br />
Embora seja contra tudo o que seja ideia de criar frameworks base internas a empresas e usar sempre produtos open-source, meta-frameworks são uteis  e não são mais que uma definição formal da pilha tecnológica do projecto ou, se a empresa trabalhar dessa forma, da pilha tecnológica da empresa.</p>
<p>Arrancar com um projecto deverá ser tão simples como gerar uma estrutura base do projecto, já com todos os componentes wired up e pronta a compilar. Também deve ser possível importar o projecto do IDE de eleição da pessoa. Repito, da pessoa. Ao contrário do que acontece em muitas empresas, na minha opinião o IDE deve ser uma , sendo que a maioria das frameworks disponibilizam pelo menos para Eclipse e Netbeans.</p>
<p>No paradigma web, poderiamos pois ter uma framework que junta uma tecnologia de mapeamento OR, uma de caching, uma de Dependency Injection/Inversion of Control, uma de apresentação, uma de templating e mais quantas sejam necessárias; mas podemos aplicar isto a qualquer paradigma que queiramos.</p>
<p>Destaco as seguintes frameworks (que são as que conheço):</p>
<ul>
<li>Keel</li>
<p>O <a href="http://www.keelframework.org/index.shtml">projecto Keel</a> está morto (não há actividade aparente desde 2004). Apenas é interessante por ter sido a primeira framework deste género com que tive contacto.</p>
<li>Appfuse</li>
<p>O <a href="http://appfuse.org/display/APF/Home">Appfuse</a> é provavelmente o projecto deste género com maior sucesso e maior disseminação. Liderado pelo <a href="http://raibledesigns.com/">Matt Raible</a>, reconhecido especialista em tecnologias web, o Appfuse é na realidade uma colectânea de meta-frameworks.<br />
Basea-se no <a href="http://maven.apache.org/">Maven</a>, usando <a href="http://maven.apache.org/guides/introduction/introduction-to-archetypes.html">archetypes</a>, para rapidamente criar esqueletos de projectos. Depois é possível gerar o projecto para o IntelliJ IDEA, Eclipse ou Netbeans e usar qualquer uma das bibliotecas disponíveis no <a href="http://appfuse.org/display/APF/Reference+Guide">Reference Guide</a> &#8211; é possível rapidamente montar um sistema com muito pouco trabalho.<br />
O Appfuse, como usa POJOs e Spring, possibilita criar CRUDs rapidamente com uma simples acção Maven.</p>
<li>IWebMvc</li>
<p>O <a href="http://code.google.com/p/internna/">IWebMvc</a> é a mais recente meta-framework de que tomei conhecimento. É criada por um senhor chamado Jose Noheda, que é o responsável pela integração com Spring no projecto DWR. É com naturalidade então que ele criou uma meta-framework que agrega <a href="http://getahead.org/">DWR</a> + <a href="http://dojotoolkit.org/">Dojo</a> + <a href="http://www.springframework.org/">Spring</a> + <a href="www.hibernate.org/">Hibernate</a>/JPA.<br />
Ainda está na sua <a href="http://internna.blogspot.com/2008/03/iwebmvc-first-preview-version-available.html">primeira versão</a>, mas dada a qualidade do DWR isto promete. Certamente uma meta-framework a analisar.</p>
<li>Parancoe</li>
<p><a href="http://www.parancoe.org/">Parancoe</a> é uma meta-framework criada pelo <a href="http://benfante.blogspot.com/">Lucio Benfante</a>, líder do <a href="www.jugpadova.it/">JUG Padova</a>.<br />
A pilha tecnológica de Parancoe é <a href="http://getahead.org/">DWR</a> + <a href="http://www.springframework.org/projects">Spring MVC</a> + <a href="http://www.springframework.org/">Spring</a> + <a href="www.hibernate.org/">Hibernate</a>/JPA que é uma solução que considero ser muito prática e uma excelente conjugação de tecnologias.<br />
A característica técnica mais destacada são os DAOs genéricos que não requerem implementação. Para quem gosta de DAOs, pode ser bastante útil.<br />
Para verem um site feito em Parancoe, podem consultar o <a href="http://www.jugevents.org/">JUGEvents</a> que usámos para os registos no PTJUG.
</ul>
<p>Penso que qualquer uma destas últimas vale a pena uma voltinha <img src='http://www.zonaj.org/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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